Mentes Inteligentes (Jocimar Pereira)
(No dia que perdemos o Professor Elielton
escrevi está poesia, de certa forma minha
homenagem em forma de verso e poesia)
Na vida passamos por momentos
Que não conseguimos explicar
Dor, sofrimento, angústia, aflição
Parecem cortar o coração
Quase impossível de suportar
Perder um amigo, um irmão
Perder um ente querido, um familiar
Das perdas que a vida vai dar
Perda de vida a única será
A que jamais iremos acostumar
Existem perdas que impactam
Não só o ambiente familiar
Impactam a comunidade em geral
Todos sofrem com a dor fatal
Unidos em uma dor singular
Única e pessoal
O tamanho não dá pra medir
Metro, profundidade ou largura
Não se mede o que não tem cura
É deixar o tempo seguir
O tempo sara a ferida e cura a dor
Fica a cicatriz porque o tempo cicatriza
O tempo passa devagar
É necessário paciência para sarar
Vai a dor fica a marca que caracteriza
A característica da dor é a saudade
O sentimento é de ausência
Parece que foi viajar
É a forma de consolar
Anestesiada a dor, sensação dormência
Parece um sonho
Não foi real, não aconteceu
O desejo de querer encontrar
O saber que não vai estar lá
Não tá vivo, morreu
A triste realidade
Quem vai conseguir explicar
A resposta buscando
Um ao outro consolando
O melhor é silenciar
Mentes inteligentes
Não conseguem pensar
No silêncio da busca profunda
De interrogações os neurônios inunda
Ninguém consegue explicar
Passou tão rápido
No retrovisor da vida
Nem deu tempo olhar
Não conseguiu parar
Mas ficou a ferida
Corações rasgados
Farrapados, aos pedaços
Mente inteligente voltando ao pó
Na garganta um grande nó
Conduzido não por seus passos
O motivo ou a razão
Todos a se perguntar
Rumo ao campo santo
Pranto em forma de canto
Faz à realidade voltar
Mentes inteligentes vencem
Mas também são vencidas
Se eternizam no legado
Pelo construído deixado
É triste a hora da partida
É hora do momento final
Nem deu tempo acenar
A certeza do pó que somos
Mas o pó não levará o que fomos
A história vai sempre contar
Lembre-se que és pó
E ao pó um dia voltará
Na saudade que aperta
Nos consolar é o que resta
Sua história contar
Mentes brilhantes não morrem
Brilham na sua história
Mentes brilhantes reluzem
Pelo exemplo conduzem
Outras mentes para a glória
Por isso na tristeza e na dor
No abraço a confortar
A cortina da vida fechou
Um ciclo neste palco encerrou
Triste o sol vai deitar
Flores em vida é bom
Lembranças da vida guardar
Mentes brilhantes não perecem
Apenas em sono adormecem
Quero aqui vos lembrar
Através dos versos e poesias
Do Poeta Jocimar
Comentários