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João Guilherme e a Porta do Céu (Jocimar Pereira)

               Hoje cedo, em nosso tradicional bate papo no café da manhã, Eu, Márcia e João Guilherme - João Henrique tá em São Luis - surgiu um assunto que há muito esperava, João Guilherme nos relatou de uma experiência que viveu quando estava na UTI do Macrorregional. Nos contou que lembra de estar em um lugar muito escuro e com bastante medo, encontrava-se de cócoras em meio aquela escuridão, sozinho, assustado. De repente viu uma luz forte, um clarão como nunca tinha visto antes, mais forte que a luz das estrelas, da lua, mais forte que a luz do sol. A luz vinha de uma porta grande, uma porta larga e alta, mais ou menos 2,5m de altura x 1,80 de largura. A luz era intensa mas era incrível como não causava incômodo à visão. Então ele caminhou em direção à porta, que eu sem a menor dúvida afirmo que era a PORTA DO CÉU. Nesse momento não sentia mais medo e aproximou-se, sentiu uma tranquilidade, uma paz muito gra...

Maria do Waldir - Patrimônio Cultural (Jocimar Pereira)

Nossas manhãs de sábado São cheias de alegria Uma gaitada ecoa Logo no começo do dia Deixamos tudo pra depois Na panela pode queimar o arroz Pra ouvir Dona Maria Maria do Waldir Inocência de criança Sua voz ecoa Maranhão afora Trazendo paz e esperança A certeza de que esta vida Com alegria se encomprida Tristeza não entra na dança Educativa 106 Fm de Coroatá Leva a voz de Maria Para outras Marias escutar É Maria sorrindo a toa É Maria levando tudo na boa É Maria se acabando de dançar Raízes é o nome do programa Que faz milhares viajar No voo da imaginação Querendo Maria enxergar Como será Maria do Waldir? Tenho vontade de ir Pra Maria abraçar Maria é só alegria Não se cansa de cantar Percussão é com Maria Ela adora batucar A música que toca ela dança Baila que nem criança Maria também sabe versar Como é bom Maria escutar Como é bom Maria ouvir Grudado no meu radinho Ela de lá e eu daqui Gargalh...

ITAPECURU: LÁGRIMAS E LENDAS (Jocimar Pereira)

          Sr. Juvenal, um pescador, caçador e lavrador que hoje, com mais de sessenta anos, ainda morando na mesma casa à beira do Rio Itapecuru, no Município de Coroatá, Maranhão, onde nascera, vivendo da aposentadoria, a que tivera direito por ser associado da Colônia de Pescadores, com uma saúde invejável e uma facilidade de relatar em detalhes todos os momentos de sua bem vivida vida, através da lembrança viva na memória conta, principalmente aos netos, a história de suas aventuras, a maioria delas sobre uma canoa. Homem simples, estatura média, corpo fino e moreno, queimado pelo sol diário , na luta pelo sustento da família, com uma longa história pra contar e encantar quem ouve. Levantava sempre muito cedo para cuidar da roça que ficava rio acima, uma hora e meia de remadas sem direito a uma parada para descanso, era o tempo que ele levava de sua modesta casa até o seu destino rotineiro. Criou cinco filhos às custas do vai e vem di...

Quentura (Jocimar Pereira)

Nunca imaginei Tanto calor por cá Parece que o sol se aproximou Um pouco mais de Coroatá Eu fico me interrogando Passei o dia a me perguntar O que é que está acontecendo? O que houve, Jocimar? Cada dia mais quente E parece que não vai melhorar Do jeito que estamos indo Vivos iremos assar Há muito tempo se fala Que o fim com fogo será Pois é bom ir preparando Porque parece não demorar Já amanhece fazendo calor Dá uma saudade sem fim Dos velhos tempos passado Do vento frio em mim O ventilador mais parece A boca de um dragão Será esse o destino? Iremos virar carvão? Mas no carvão pode estar A origem dessa fornalha Cada árvore derrubada Passada ao fio da navalha Quando o homem desmata Para o carvão produzir Alimenta a fogueira Que irá lhe consumir Essa é a resposta Que a natureza nos dá Colhemos o que plantamos Precisamos reflorestar Por isso se você quer Alguma coisa fazer Comece a despertar...