Dr. Abdon Marinho Escreve Ao Governador Flavio Dino

          


  SEGUNDA CARTA AO GOVERNADOR FLÁVIO DINO    

  NUNCA É TARDE DEMAIS PARA FAZER A COISA CERTA.                (Nicholas Sparks)

           São José de Ribamar, 08 de dezembro de 2017.
        
           Meu caro Flávio,

         Aproveito a piedade deste dia dedicado a Imaculada Conceição – a Virgem Maria, que viveu livre dos pecados –, para escrever-te e faço, também, por que revendo alguns escritos, encontrei a carta que escrevi – e publiquei –, por ocasião da tua eleição em outubro de 2014
.
         Naquela oportunidade lançava ideias sobre como poderias enfrentar os desafios de dirigir um estado com problemas consolidados em anos de domínio, quase ininterrupto, de um único grupo político.

         Infelizmente, pouco ou nada foi considerado.

        Um amigo, conhecido pelo aguçado senso de humor, disse ao reler aquela carta – a republiquei outro dia nas minhas redes sociais –, que, se não lestes, certamente seus assessores leram, pois trataram de fazer justamente o contrário do que lá fora recomendado, com exagero, pontuou: as lágrimas de esperanças referidas naquela carta tornaram-se lágrimas de aflição.

       Entendo, conforme disse Augusto Cury: “uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros”.

     Acredito que a larga maioria dos problemas atuais sejam frutos da imprevidência, do senso de autossuficiência ou porque aprendestes pouco com os erros dos governos anteriores e nunca teve a coragem de reconhecer, no curso da caminhada, os teus próprios.

      Isso era previsível – o poder tem a capacidade de cegar-nos –, por tal razão escrevi aquela carta, com o propósito de dar uma modesta contribuição ao governo que iria iniciar. Como fiz, também, ao escrever diversos outros textos com sugestões e/ou críticas, quase sempre entendidas pelos xerimbabos de plantão como gestos hostis. Nunca foram. Sempre foram na intenção de contribuir.
 Na verdade, como nunca ambicionei o poder, sempre desejei que os governos “dessem certo”. O nosso povo precisa. Esta a razão das críticas e sugestões.

     Fui além, quantas vezes não recomendei que fossem feitas auditorias externas para liberar os auditores do estado para o acompanhamento da tua gestão? Diversas. Terias, de cara, sido poupado de dois problemas: as insinuações de usares o aparato estatal na perseguição de adversários e os auditores do estado teriam te poupado de dares explicações embaraçosas sobre os desacertos de tua gestão. A menos que estes sejam encarados como “questão de governo”.

      Aprendi ao longo dos anos que os aliados, quase sempre, causam mais problemas aos governos que os adversários. Numa leitura livre de Vieira, no Sermão do Bom Ladrão, escrito em 1655, a certeza de que nem os reis alcançarão os céus sem levar consigo os seus ladrões, nem estes descerão aos infernos sem levar consigo os seus reis.

     O teu governo é um retrato deste ensinamento. Ainda que digas estarem justificados e sejam legais aquilo que ficou conhecido como “aluguéis camaradas”, sabemos que os mesmos mais existem para atenderem este ou aquele aliado.

     O mesmo se diga em relação ao nepotismo – prática nefasta das administrações públicas Brasil a fora –, tão presente no atual governo que os adversários fazem piadas ao dizerem que ao invés de um governo transparente fizestes, na verdade, um governo de “traz parentes”.

    São chagas que podias passar sem, como homem de formação jurídica sólida pelos anos que atuastes como professor e/ou como juiz federal.

      A incapacidade de ouvir bons conselhos gera estes dissabores.

     Veja o caso da saúde. Em três anos de gestão a Polícia Federal já amanheceu pela terceira vez às portas do teu governo. Ainda que argumentem, nas duas primeiras vezes, que se tratavam de “malfeitos” da gestão anterior, nesta última a investigação está centrada na atual. E, embora a PF pareça não saber a narrativa completa, existem situações complicadas para o convencimento da sociedade, como é o caso dos pagamentos efetuados a empresas criadas ou reformuladas com propósito de fazer gestão de pessoal na rede hospitalar.

      Pelas fotografias da fachada e depoimentos de vizinhos, tem-se a certeza do engodo.

    A Isso se some o fato de que os profissionais não sabem, formalmente, de quem recebe, e se as verbas estão sendo pagas como devidas, o que ensejará um passivo trabalhista inimaginável para o Estado nos anos que virão.

    Ainda nesta seara, em que pese as inaugurações de novas unidades hospitalares, no imaginário popular – e já ouvimos isso de diversas pessoas –, persiste a ideia de que na gestão anterior o atendimento era melhor.

      Outro ponto nevrálgico da administração é a segurança pública.

    Os avanços propalados pelas diversas mídias não são sentidos no dia a dia dos cidadãos que sofrem com a insegurança.

  Veja este exemplo: um amigo, após muito esforço e trabalho, construiu uma casa. Por ser engenheiro, fê-la no capricho, a casa dos sonhos. Não faz muitos dias teve a casa invadida por meliantes e, humilhado, abandonou a própria casa para viver de aluguel.

   Neste bairro são comuns estas coisas, tanto que chamado de Araçagy está sendo apelidado de Araçagyquistão. E como ele, temos ainda, Iraque, Faixa de Gaza...

    Em diversos bairros as facções criminosas estão ditando a lei, proibindo assaltos, dizendo como os moradores devem se comportar e como os veículos devem adentrar nos mesmos.

     Não é só, a Polícia Civil, precisa ser melhor equipada e treinada.

    O que temos visto é que nem mesmo as estruturas físicas estão adequadas ao funcionamento de suas atividades, não sendo raras as interdições por via judicial de delegacias em todo estado. Quando não são despejadas por falta de pagamento dos aluguéis.

     Se não possuem condições físicas para o funcionamento, não devemos falar em equipamentos de ponta para as investigações. Entretanto, diversas obras de construção de delegacias – iniciadas ainda no governo anterior – estão paralisadas ou andam a passos lentos, fazendo com que os policiais fiquem impedidos de prestar um bom serviço.

      Esse abandono faz-nos chorar de vergonha quando nos deparamos com gaiolões medievais como aquele que ceifou a vida de um empresário em Barra do Corda.

      Noutra quadra, enquanto a população se ressente da ausência de segurança, são corriqueiras as denúncias de que o aparelho estatal vem sendo usado contra adversários, inclusive, a polícia. Não foram poucas as denúncias que recebemos sobre estes fatos durante as eleições municipais do ano passado. Se verdadeiras, trata-se de algo pavoroso.

      Um ponto positivo do teu governo é o programa “Escola Digna”, acho formidável a iniciativa de substituição das taperas vergonhosas por algo parecido com escolas, mas, mesmo este programa vem sendo mal executado e não tem como atender aos fins a que se destina, conforme demonstrei a seguir.
 O projeto anuncia a substituição de cerca de 300 taperas por escolas.

     Pelo que vi cada uma destas escolas (uma pela outra) sairá por quase R$ 600 mil reais, o que representará, nos fins das contas, um investimento de quase R$ 200 milhões de reais. Isso para eliminar as cerca de 300 escolinhas alojadas em taperas, latadas ou outras sem qualquer estrutura.

      Uma experiência, neste sentido, gastando infinitamente menos, foi empreendida em Morros entre os anos 2009 e 2016, pela prefeita Silvana Malheiros. Lá, a gestão eliminou cerca de cem escolinhas que funcionavam em taperas, casas de farinha, casas de família e latadas, construindo 6 polos educacionais. Cada um destes polos possuíam (não sei se a atual gestão está mantendo), seis salas de aulas, refeitório, cozinha, biblioteca, banheiros amplos e outros instrumentos e, ainda, internet banda larga, para atender estudantes e a comunidade. Isso tudo na zona rural.

      Cada um destes polos custou bem menos de um milhão de reais (na faixa de R$ 600 mil), e foram construídos – a exceção de um –, com recursos próprios.

     Noutras palavras, com menos de R$ 20 milhões, com um planejamento efetivo, eliminarias a mesma quantidade de escolas indignas que vens eliminando, e com mais qualidade de ensino.

      Outra experiência (apenas para citar as que conheço) foi empreendida pelo Município de Timon, onde o prefeito Luciano Leitoa já adequou quase toda rede de ensino e creches, inclusive climatizando-as.

       Eu me pergunto se não teria sido mais proveitoso se tivesses chamado especialistas e, junto com os gestores municipais, fizessem um pacto pela educação a partir de experiência exitosas, como as citadas.

      Ainda que se investisse R$ 5 milhões por município – dependeria da necessidade de cada um –, seria mais vantajoso para a educação a concentração em polos, teríamos um projeto de ensino, de fato, e não meras substituições de escolinhas.

     Veja, embora as “Escolas Dignas” que estão sendo inauguradas tenham um excelente impacto visual, sobretudo, com a comparação feita com as taperas substituídas e os depoimentos de alunos e professores, elas estão longe de representar um avanço significativo na qualidade de ensino.

       Infelizmente, o teu governo recusa-se a qualquer diálogo e com isso insiste nos erros que jurastes combater. Sem contar a já famosa intolerância à divergência e perseguição aos que pensam de modo diferente, como denunciam, diariamente, jornalistas e blogueiros.

     Outra coisa que vejo como perturbadora, é a leniência no trato das invasões de propriedades privadas – e mesmo para o cumprimento das decisões judiciais –, relacionadas à matéria. Trata-se de um desserviço à organização urbana de médios e grandes centros, influenciando no aumento da violência urbana e a demanda por serviços públicos nos municípios já tão sacrificados financeiramente.

      Será tão difícil assim fazer e manter um cadastro com o nome das pessoas que precisam de moradia? Por que não criar um cadastro único em parceria com os municípios? Tenho por certo que muitas pessoas, efetivamente, precisam de moradia, mas muitos estão sendo usados para enriquecer os barões da indústria da invasão. Basta ver os que sempre ficam com melhores e mais valorizados terrenos.

       Outra coisa a merecer muita atenção do governo é a qualidade das obras públicas, principalmente as rodovias estaduais.

     Não estão sendo bem feitas, suspeito que muitas não aguentem um inverno rigoroso. Vejo o dinheiro público, como acontecia no passado, se esvaindo.

     E, ainda no assunto, recebo como estarrecedora a notícia de que parte destas obras de infraestrutura estão sendo “tocadas” por conhecidos agiotas do estado, ainda que por interpostas pessoas.

       Vi a notícia e não acreditei. Como é possível que aquelas pessoas – responsáveis por grande parte do infortúnio do estado –, estejam comandando obras públicas? Enlouqueceram?

       Na verdade, é como se o aparato estatal estivesse dando uma “forcinha” para que “lavem” os recursos obtidos com a prática de crimes, inclusive de homicídios.

       A inteligência não avisou as autoridades que esta ou aquela empresa “pertence” a este ou aquele agiota? Será que acham normal este tipo de coisa? Será, também, “questão de governo?”.

    Apesar de nenhuma autoridade ter aparecido para desmentir este tipo de notícia, espero, sinceramente, que elas não sejam verdadeiras, pois, neste caso, teria de reconhecer que este governo não tem mais jeito e, que, ainda conquistando o direito de continuares à frente dos destinos Maranhão, a degradação só tenderá a aumentar.

        Poderia descortinar outros aspectos da gestão, como agricultura, meio ambiente, etc., mas ficarei por aqui.

       Acredito que, por tudo isso, outro dia, um jornalista escreveu que o teu governo havia terminado. O término, não no plano material, posto que continuas firme e forte – com chances, até, de te reelegeres –, mas como uma ideia de mudança que foi vendida aos maranhenses de bem.

       Não temos como desconsiderar assertiva tão forte.

      Encerro com um ensinamento de Salomão: “o tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos”.

       Se puderes, pensa nisso.

      Um fraterno abraço,


      Abdon Marinho.
O Solidário Deputado Fabio Braga 

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   O Deputado Estadual Fábio Braga manifestou sentimento de solidariedade, com uma ação concreta em favor de uma família Coroataense que teve sua casa completamente queimada.

   A família, moradora do Povoado Boa Vista na Zona Rural de Coroatá, composta de 16 pessoas, perdeu tudo ficando só com a roupa do corpo.

    Logo após o acontecido (06.12), iniciou-se através do Diácono Gilson uma campanha em favor da família, envolvendo os grupos pertencentes a Igreja católica de Coroatá, arrecadando roupas, redes, lençóis, colchões, alimentos e material de construção, campanha esta que teve continuidade no dia seguinte (07.12) com a participação de boa parte da população Coroataense, que manifestou mais uma vez um forte sentimento de solidariedade através do Programa Canal Aberto, do Apresentador Marcílio Gonçalves, oportunidade em que o Deputado Fábio Braga através de uma ligação telefônica, deu sua contribuição. 
   
    Seria interessante a manifestação dos demais deputados representantes de nossa cidade.

   

Escolha (Jocimar Pereira)


Na vida sempre estamos
Um caminho buscando
Uns conseguem encontrar
Outros sempre a procurar
Muitos morrem tentando

Muitas vezes nessa busca
A rota precisamos mudar
Porque foi traçada errada
Não foi bem planejada
Hora de recomeçar

Depois de tanta busca
Aprendí que o desejo humano
É algo insaciável
Porém controlável
E isso te muda o plano

Desejo de poder
Desejo de riqueza
A ganância sem medida
Capaz de tirar uma vida
Até de roubar a pureza

Às vezes o custo é alto
E o preço precisa pagar
Se um muito tem
Tá faltando pra alguém
Às vezes o próprio alimentar

O que sobra em uma mesa
É porque em outra tá faltando
Se alguém tem em excesso
A outro causou retrocesso
E seu querer vai aumentando

A natureza foi criada
Para ao homem nada faltar
Mas para uns quase nada
Para poucos toda a mesada
Culpa do tal acumular

O teu tesouro vives guardando
Com medo da traça encontrar
Mas não vai sempre poder
Uma hora você vai ver
Que elas o vão achar

Isso te tira o sono
Já não consegues dormir
Com a cabeça no travesseiro
No pensamento só dinheiro
Amanheceu, hora de ir

Por isso acorda irmão
Tá na hora de acumular
O teu tesouro lá no céu
Lá não precisa papel
Nada daqui vais levar

Partilhar um pouco do que tem
Já é um bom começo
Sentirás muita alegria
E isso crescerá a cada dia
Terás amizade e apreço

Deus irá trabalhando
Dentro do teu interior
E Isso é gostoso demais
Ele te cativará cada dia mais
Sentirás a alegria do amor

Cada mão erguida
Cada caído que levantar
Será uma pedra preciosa
Tão bela igual uma rosa
Que no céu irás guardar

E assim irás acumulando
No céu o teu tesouro
Que a prata mais claro
Que o diamante mais caro
Mais valioso que o ouro

Então a felicidade a tua porta
Linda e alegre baterá
Do travesseiro serás o dono
Uma bela noite de sono
Tranquilo e feliz terá

Por isso acorda irmão
Não seja escravo do ter
Deus em tudo é providente
Nada falta pra gente
Tudo criou pra mim e pra você

Não preciso de excesso
O suficiente já é o bastante
Do pó todos nós viemos
Ao pó todos voltaremos
Rico, pobre, pequeno ou gigante

Por isso procuremos preparar
No céu o nosso cantinho
Fazendo a todos o bem
Sem escolher, sem olhar a quem
Com muito amor e carinho

A liberdade de escolha
O próprio Deus nos dá
O livre arbítrio é o papel
A entrada que leva ao céu
Ou para o inferno queimar

É só uma questão de escolha
Do lado que você quer estar
Se a porta mais larga escolher
Prepare-se para no fogo arder
Sem ter agua para apagar

Se pela porta estreita entrar
Depois dela você encontrará
a verdadeira luz do mundo
Que não apaga sequer um segundo
Pra sempre te iluminará

Então vá pensando aí
Pra sua escolha fazer
Quer continua nessa vida
Saiba que a hora da partida
Ninguém pode prever

Antes que seja tarde
Já é hora de mudar
Uma grande virada no ninho
Mudança da água pro vinho
É agora e não pode esperar
Finalizando com um forte abraço
Do Poeta Jocimar

Coroatá - Bacurau e Jacaré (Jocimar Pereira)


Quando comecei a entender
Essa tal da política
Ví em mim nascendo
E fui aos poucos desenvolvendo
Uma capacidade crítica

Não no sentido de falar mal
Mas sim no de opinar
E nesses versos eu digo
Tá na hora de mudar o apelido
Dos grupos de Coroatá

Mudar o nome dos grupos
E mudar a situação
E quem tiver no poder
Os problemas resolver
Para o bem da população

Um grupo é Jacaré
E o outro é Bacurau
Quando chega a eleição
Irmão desconhece irmão
E às vezes quebra o pau

Vamos ver a diferença
Que entre os animais há
Mais você não é obrigado
A ficar do meu lado
Se comigo não concordar
 
Começarei pelo Jacaré
Com quem já tive afinidade
Forte, grande e couro grosso
Não gosta de dividir o osso
Tem sua história na cidade

Acho que Jacaré deveria mudar
Porque tem uma boca imensa
Vai comendo todos os peixinhos
No lago quer mandar sozinho
Ouve pouco e muito pensa

O bacurau por sua vez
O olho muito grande tem
E se o problema é na vista
Todo olho grande é egoísta
Não divide com ninguém

Com seu olho de enxerga tudo
Fica tudo a observar
Quando vê uma vantagem
Na calada da noite a visagem
Diz logo venha  pra cá

Jacaré tem casca grossa
E a gente sabe muito bem
A sabedoria popular no ensina
Casca grossa não é gente fina
Não aceita opinião de ninguém

Bacurau só anda à noite
E pra isso é bom atentar
Na escuridão ninguém vê nada
E o bacurau de vista avantajada
Pode bem te enganar

Por isso aqui quero dar
A minha sugestão
Pra ver se a coisa fica diferente
Pra dar um choque na terra da gente
Tirar esses apelidos da população

Porque aqui em nossa terra
Quem não é jacaré é bacurau
Muitos brigam sem dar as mãos
Enquanto  todos são irmãos
E no aperto juntos levam pau

Mas pensando bem
Acho melhor não mudar
Todo gato é ladrão
Esse nome dá não
Fica do jeito que tá

Vamos fazer uma plástica
Nesses dois animais
Diminuir a boca do jacaré
Aumentar o ouvido e o pé
Deixar um bonito rapaz

Pro bacurau vamos importar
Um olho lá do Japão
O olho grande aproveitar
Dentro do corpo implantar
Pra aumentar o coração

Aí vai estar beleza
Tudo vai estar resolvido
Com bacurau ou jacaré
O nosso povo de pé
Alegre e não muito sofrido

Já vou pedindo desculpas
Se alguém se ofender
É só uma poesia
Que fiz sorrindo de alegria
Pra alegrar você

Se você é bacurau
Tem o meu respeito
Da mesma forma que é
Pra você amigo jacaré
Temos Coroatá no peito

Nosso desejo é ver
Nossa cidade de pé
Alegre, forte, um povo feliz
O teu Poeta é quem diz
Com Bacurau ou com Jacaré

Enquanto isso
Todos vão ter que aceitar
Bacurau no poder vai governando
Jacaré, de olho grande, observando
Esperando a oportunidade chegar

Recebendo todos um forte abraço

Do Poeta Jocimar...

 

Neurônios em Ação (Jocimar Pereira)

Buscando inspiração
Alimentando a inspiração
Neurônios em ação
Poema ou canção?
 
Não sei,
Comecei a escrever
Mesmo sem saber
O que irá acontecer
 
Uma poesia sem tema
Uma canção sem nome
Vou usando os dedos
Que cada letra consome
 
Interessante isso
O que vai acontecer?
Somente no final
Poderei saber
 
Já falei de vida
Sobre amor já escreví
Minha terra já cantei
Até onde posso ir?
 
Todos os dias sou lido
Até no mesmo Canadá
Me pergunto porque?
Esse interesse por lá?
 
Outro dia me surpreendí
Nos EUA centenas de acessos
Quem por lá interessado
Em meus humildes versos?
 
Rússia, Alemanha e França
Também lêm nossas poesias
Ucrânia, Índia e Japão
Registro todos os dias
 
Canadá e Suiça
Visitam com menos frequência
Mas sempre tem um alí
Desses países marcando presença
 
A esses leitores especiais
Quero aqui agradecer
A poesia tomou rumo
Graças a quem gosta de ler
 
Bem distante do poeta
Até do outro lado do mundo
Isso me traz alegria
É um incentivo profundo
 
Obrigado a você
Que muito longe,  distante
Tira um pouco do tempo
Dedica a mim um instante
 
Sua história pode mandar
E ganhará uma homenagem
Que aqui irei publicar
Obrigado e um abraço
Do Poeta Jocimar.

O Milagre (Jocimar Pereira)


No momento forte da dor
Sem saber o que fazer
Teu Santo Espirito nos conduziu
Para um encontro com você
 
Uma dor que quase nos leva
Ao desespero total
No receio de que chegava
O triste momento final

Eu, conduzido por Tí
Na mão dela segurando
Corações afogados em prantos
Feridos estavam sangrando

Parte nossa deixamos
Aos aparelhos ligados
Para a Capela de Guadalupe
Em busca do abençoado

Leito 12 da UTI  
Os médicos fazem avaliação
Possível morte encefálica
É a triste conclusão

Na chegada à Capela
Nos dirigimos ao SACRÁRIO
Só ELE para mudar
Fazer o resultado contrário

De joelhos frente a ELE
Alí sacramentado
Nada pude pedir
Era o peso do pecado

Em Sua infinita misericórdia
Meu coração decidiu tocar
Leve sua boca ao pó
Depois irei te escutar

Sem duas vezes pensar
Minha testa  encostei ao chão
Com muita fé no momento
Elevei minha oração

Senhor  não peço por mim
Mas por esta mãe ao meu lado
Acalme o pranto dela
Seu coração foi transpassado

Te peço pelo meu filho
Te peço com sinceridade
Mas que seja feita a Tua
E não a minha vontade

Depois daquele momento
Ví alguns dias passar
E um pastor protestante
Veio nosso João visitar

Em um diálogo entre nós
O referido pastor me dizia
Que através dele muitas graças
Era o próprio Deus que agia

Me convidou para sua igreja
Uma visita fazer
Na certeza de que o milagre
Lá iria acontecer

O pastor falou que recebeu
Uma católica que lhe dizia
Que em nossa igreja
Milagres não acontecia

Nessa hora então
Resolví de assunto mudar
E disse ao pastor que orava
Pedindo pra cura chegar

E que um dia eu orei
Com minha testa no chão
E ele muito admirado
Me arregalou um olhão

De imediato perguntou:
Você levou a boca ao pó?
O olhar daquele homem
Era de um espanto só

A minha resposta lhe dei
Disse a ele que não
Não levei a boca ao pó
Rezei com a testa no chão

Você levou a boca ao pó
Dessa vez ele afirmou
E folheando sua Bíblia
O bendito livro me mostrou

Lamentações TRÊS
Na Bíblia é o capítulo
E com o número VINTE E OITO
Temos o início do versículo

O VINTE E NOVE também
Com ele completa a ação
Do verdadeiro milagre
Deus ouviu sua oração

Muito eufórico o pastor
Naquele momento me falava
Quando você levou a boca ao pó
Alí o Senhor te escutava

O milagre do teu filho
Naquele dia aconteceu
Deus está acima de tudo
Isso você reconheceu

O pastor visitou nosso João
Em seguida o hospital deixou
Talvez sem até hoje saber
Que alí Deus o enviou

Para mostrar a todos
O poder da oração
Que a Igreja Católica
Está cheia da unção

O milagre do João Guilherme
No SACRÁRIO aconteceu
Na Capela de Guadalupe
Deus nos atendeu

Só depois que nosso Lázaro
O hospital deixou
Lendo em casa a Bíblia
Deus desse fato me lembrou

E juntando as peças
Lembrei de toda a história
Que jamais em minha vida
Sairá da memória

Deus é onipresente
Está em todo lugar
Mas em um lugar especial
Nós O podemos encontrar

Visite sempre o SACRÁRIO
Na certeza de que
É uma conversa especial
Entre Deus e você

 Se algum problema te atormenta
Se há algo a te atormentar
Procure uma Igreja Católica
E vá ao SACRÁRIO orar

Tenha fé e acredite
No poder da oração
Deus sempre nos ouve
Ele está te ouvindo irmão

 Fiz esta poesia
Para contigo partilhar
A ação de Deus em minha vida
Na minha família, em meu lar

 Obrigado meu Deus, obrigado
Louvores a todo momento
Sejam sempre dado
Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento

Coroatá e o Trem (Jocimar Pereira)


Coroatá e o Trem viveram
Um momento especial
Não era muito ligeiro
O trem de passageiro
Mas foi fundamental

Para o desenvolvimento
O crescimento de Coroatá
O trem de passageiro
Deu o pontapé primeiro
Trouxe o progresso pra cá

Até um João do Vale
Por aqui desembarcou
Vindo da Capital do Piauí
Desceu do trem aqui
Pra Pedreiras se mandou

Desembarcava progresso
Embarcava a produção
Era um grande movimento
O trem parava por um momento
Em nossa bela estação

O vai e vem de pessoas
Era bem sincronizado
Uns chegando outros partindo
Contente, alegre, sorrindo
Saudades desse passado

As comidas eram especiais
No prato uma bela refeição
No banco do trem sentado
Saboreando um delicioso assado
Comia com o prato na mão

Venda de bolo e laranja
Café, banana e cocada
A arte em forma de cordel
Escrita num grosso papel
Me traz uma saudade danada

A parada não era demorada
Em pouco tempo o sino tocava
O trem começava a correr
O vendedor doido pra receber
Malandro às vezes não pagava

O trem começava a movimentar
O vendedor acompanhando do lado
O malandro comia devagar
Já pensando mesmo em não pagar
Nos trilhos o prato quebrado

Mas isto era raridade
Trem sempre cheio de cidadão
Gente honesta e boa conduta
No indo e vindo da labuta
Com muito amor no coração

E assim o trem partia
Levando e deixando saudade
Mas no rosto ficava a alegria
A certeza de que no outro dia
Ele voltava por nossa cidade

Deixava a esperança em cada um
Que naquele ambiente trabalhava
Muitos coroataenses empregados
Pelo vai e vem do trem sustentados
Dignidade ao nosso povo dava

O trem continua passando
Passageiros não mais transportou
E mais uma vez vou perguntar
Pra nossa querida Coroatá
Porque tudo isso acabou?

 O trem para nós hoje
Só serve para incomodar
Quando para não traz progresso
Só serve pra bloquear o acesso
De um lado pro outro passar

Os benefícios vão pra longe
Pra bem distante daqui
Os bens que ele transporta
Só, somente passa por nossa porta
Vindo do Porto do Itaqui

Aqui o gás é mais caro
Do que em todo lugar
O gás barato passa no trem
e não deixa sequer um vintém
aqui não pode ficar

O gás é só um exemplo

No meio de tantas dezenasMuitos  outros poderia citar
Em benefício de Coroatá
Podemos só olhar,  apenas

Nem sequer as passagens
Nem vias de acesso decente
Muitos Coroataenses acidentados
Pelos trilhos bastante elevados
Deixando nosso povo doente

E nosso povo calado
Só ouvindo o apito do trem
O Poeta resolveu gritar
Em defesa da nossa Coroatá
Pra quem reclamar não tem

E com muita tristeza eu fecho
Essa minha poesia
Com saudade do trem de passageiro
Pra Coroatá o Maranhão inteiro
Até do Piauí trazia.